Corretora foi morta em rodovia após ser atacada pelo síndico no subsolo do prédio, diz polícia
19/02/2026
(Foto: Reprodução) Vídeo mostra momento em que corretora é atacada no subsolo de prédio
A corretora Daiane Alves foi atraída ao subsolo do prédio onde morava após o síndico Cleber Rosa desligar o padrão de energia do apartamento em que ela morava, segundo a Polícia Civil. Ela foi atacada no condomínio, em Caldas Novas, no sudoeste do estado, mas executada posteriormente em outro ponto, onde o corpo foi ocultado. A conclusão é parte do inquérito conduzido pelo delegado André Luiz Barbosa dos Santos.
Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foi encontrada morta após ficar mais de 40 dias desaparecida. A investigação indica que Daiane foi inicialmente imobilizada no subsolo, em um ponto sem cobertura de câmeras.
Em seguinda, ela foi colocada no carro e levada até a área de mata onde o corpo foi localizado. Os dois disparos que causaram a morte teriam ocorrido nesse segundo local.
O corpo de Daiane foi encontrado após o síndico indicar o local à polícia.
O síndico Cleber Rosa de Oliveira confessou ter matado a corretora Daiane Alves Souza
Wildes Barbosa/ O Popular e Arquivo Pessoal/ Nilse Alves Pontes
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Vídeo foi determinante para esclarecer o crime
Um vídeo gravado pela própria vítima momentos antes do crime foi decisivo para esclarecer a dinâmica dos fatos.
As imagens mostram Daiane saindo do elevador enquanto grava um vídeo no celular. Ela comenta que iria verificar o disjuntor do apartamento 402 e, ao descer, encontra o síndico no subsolo e diz: "Ah, olha quem eu encontro!"
No vídeo, é possível ver Cleber usando luvas e o carro posicionado próximo ao local, já com a capota aberta. A investigação apontou que o veículo estava ali estrategicamente. A polícia concluiu que o desligamento da energia foi intencional para atrair a corretora até o subsolo.
Agressão no prédio
A perícia identificou vestígios de sangue em um almoxarifado próximo aos padrões de energia, mas o laudo concluiu que os disparos não ocorreram ali. De acordo com as investigações, o barulho teria sido ouvido em diferentes partes do condomínio caso os tiros tivessem sido disparados.
De acordo com o delegado, o padrão de sangramento encontrado no prédio é incompatível com os ferimentos a bala onde a corretora foi atingida. A polícia informou que o sangue de Daiane deve ser relacionado a uma pancada sofrida por ela. As investigações não apotaram exatamente em que parte do corpo e com que objeto a corretora foi agredida.
Para o delegado, o conjunto de provas — incluindo o vídeo, perícias técnicas e histórico de conflitos — demonstra que o crime foi premeditado e praticado mediante emboscada.
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